Moeda norte-americana avançou diante da maior aversão ao risco no exterior, com alta dos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos e valorização do petróleo
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| Foto: Reprodução |
No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em setembro, atualmente o mais negociado na B3, registrava alta de cerca de 0,30%, aos R$ 5,2080, no fim da tarde. No exterior, o índice que acompanha o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas apresentava leve valorização.
Treasuries voltam a pressionar os mercados
Um dos principais fatores de influência sobre os mercados nesta quinta-feira foi o comportamento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries.
Na quarta-feira (19), o Tesouro norte-americano anunciou que pretende dobrar o volume de recompras de títulos de prazo mais longo, para pelo menos US$ 4 bilhões no próximo trimestre. A notícia inicialmente provocou forte queda dos rendimentos dos títulos, contribuindo para enfraquecer o dólar e favorecer moedas de países emergentes, como o real.
Nesta quinta, porém, os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir. O movimento aumentou a cautela dos investidores, que passaram a questionar a duração dos efeitos das medidas anunciadas pelo governo norte-americano e a situação das contas públicas dos Estados Unidos.
Petróleo em alta aumenta cautela
Outro elemento importante para o mercado financeiro foi a valorização do petróleo. O contrato futuro do Brent subiu 2,36%, para US$ 93,78 por barril.
A alta ocorreu em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre possíveis retaliações contra países que apoiem Teerã contribuíram para ampliar a preocupação dos investidores com a oferta global de energia.
A combinação de petróleo mais caro, juros dos títulos americanos em alta e maior aversão ao risco reduziu o espaço para valorização de moedas e ativos de mercados emergentes, segundo avaliação citada pela Reuters.
Mercado acompanha cenário internacional
O movimento do câmbio ocorre em um momento de elevada sensibilidade dos mercados globais aos sinais vindos dos Estados Unidos. A trajetória dos juros norte-americanos, a situação fiscal do país e as medidas adotadas pelo Tesouro estão entre os principais fatores acompanhados pelos investidores.
No Brasil, o comportamento do dólar também é influenciado pelo fluxo de recursos estrangeiros, pelas expectativas para a política monetária e pelo cenário fiscal doméstico.
Apesar da alta registrada nesta quinta-feira, o dólar permaneceu próximo da faixa de R$ 5,20, mostrando que o mercado segue atento aos desdobramentos internacionais e à possibilidade de novas oscilações nos próximos pregões.
Para os investidores brasileiros, a combinação de fatores externos reforça a importância do acompanhamento dos rendimentos dos Treasuries, dos preços do petróleo e das tensões geopolíticas, que podem continuar determinando o comportamento do câmbio e de outros ativos de risco.
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