O movimento ocorreu na contramão do cenário observado no exterior. No mesmo período, o DXY, índice que acompanha o desempenho do dólar em relação a uma cesta formada por seis das principais moedas de economias desenvolvidas, recuava cerca de 0,3%.
Segundo análise da Eleven Financial, apesar do ambiente externo considerado favorável, os investidores continuam atentos aos fatores domésticos. Entre os elementos acompanhados pelo mercado está a expectativa em torno da política monetária dos Estados Unidos e a avaliação de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, não deverá elevar os juros em sua próxima reunião.1
Mesmo com o cenário internacional contribuindo para reduzir a pressão sobre o dólar, as preocupações relacionadas ao Brasil seguem influenciando o comportamento do câmbio.
Risco fiscal entra no radar
A proximidade das eleições de 2026 aumenta a atenção dos investidores em relação às contas públicas e ao chamado risco fiscal. A percepção sobre a trajetória dos gastos, das receitas e do equilíbrio das contas do governo pode influenciar diretamente o fluxo de recursos e a cotação do real frente ao dólar.
Nesse cenário, o mercado permanece dividido entre os fatores externos, que tendem a favorecer as moedas emergentes, e as incertezas domésticas, que mantêm a pressão sobre o real.
Euro encerra cotado a R$ 6,04
O euro também encerrou a sessão em alta em relação ao real, cotado a aproximadamente R$ 6,04.
De acordo com os dados da Investing.com, as principais cotações cruzadas entre moedas e o real ficaram nos seguintes níveis:
Moeda| Cotação em reais
Dólar (USD)| R$ 5,2171
Euro (EUR)| R$ 6,0423
Libra esterlina (GBP)| R$ 7,0667
Franco suíço (CHF)| R$ 6,4139
Dólar canadense (CAD)| R$ 3,7603
Dólar australiano (AUD)| R$ 3,6997
Iene japonês (JPY)| R$ 0,0327
No mercado internacional, as relações entre as moedas também mostraram o dólar cotado a US$ 1,1570 por euro, enquanto a libra esterlina ficou em torno de US$ 1,3533 e o franco suíço em aproximadamente US$ 1,2295.
O desempenho do câmbio continuará sendo acompanhado pelos investidores diante da combinação entre as expectativas para os juros nos Estados Unidos, o comportamento do dólar no exterior e as incertezas fiscais e eleitorais no cenário brasileiro.
Os dados de referência das cotações são da Investing.com.
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