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| Foto: Reprodução |
O movimento no mercado cambial ocorreu em meio à divulgação de novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), um dos principais indicadores acompanhados pelo Federal Reserve (Fed), avançou 0,2% em julho.
No acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo PCE chegou a 3,7%, ficando acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve.
O resultado aumentou a atenção dos investidores em relação aos próximos passos da política monetária norte-americana. Uma inflação mais persistente pode reduzir o espaço para cortes de juros pelo Fed, uma vez que a autoridade monetária precisa equilibrar o combate à inflação com os riscos para a atividade econômica.
Dólar ganha força no exterior
Além dos dados de inflação, o comportamento do dólar no mercado internacional também influenciou os negócios no Brasil.
O DXY, índice que acompanha a força da moeda norte-americana diante de uma cesta de moedas de países desenvolvidos, apresentou valorização durante o pregão, contribuindo para o movimento de alta registrado pelo dólar frente ao real em parte do dia.
Os investidores seguem monitorando os indicadores econômicos dos Estados Unidos em busca de sinais sobre o ritmo de redução dos juros. Uma política monetária norte-americana mais restritiva por mais tempo tende a aumentar a atratividade dos ativos denominados em dólar e pode pressionar moedas de países emergentes.
Euro encerra o dia a R$ 6,00
O euro também acompanhou o movimento do mercado cambial e encerrou o pregão cotado a R$ 6,00.
Nas cotações cruzadas apresentadas pela Investing.com, o dólar foi negociado a aproximadamente R$ 5,15, enquanto o euro ficou próximo de R$ 6,01. A libra esterlina foi cotada em torno de R$ 7,00, e o franco suíço, a aproximadamente R$ 6,39.
Entre as demais moedas, o dólar canadense ficou próximo de R$ 3,71, enquanto o dólar australiano foi negociado em torno de R$ 3,70.
Mercado de olho nos juros americanos
Para os investidores brasileiros, as decisões do Federal Reserve continuam sendo um dos principais fatores externos acompanhados pelo mercado.
A trajetória dos juros nos Estados Unidos influencia diretamente o fluxo internacional de capitais. Caso o Fed mantenha uma postura mais cautelosa diante da inflação, o dólar pode permanecer fortalecido no cenário internacional, afetando moedas emergentes, entre elas o real.
Com isso, indicadores de inflação, emprego e atividade econômica dos Estados Unidos devem continuar no radar dos mercados nas próximas semanas.
Fonte dos dados de câmbio: Investing.com.
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