O desempenho refletiu a dificuldade dos investidores em assumir posições mais arriscadas.
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| Imagem: Diário do Mercado |
O principal índice da Bolsa brasileira registrou alta de 0,06%, aos 167.927,15 pontos. Durante a sessão, chegou à máxima de 169.752,35 pontos e à mínima de 166.965,79 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 28,4 bilhões.
O desempenho refletiu a dificuldade dos investidores em assumir posições mais arriscadas. No ambiente doméstico, permanecem no radar as incertezas relacionadas às eleições, ao cenário fiscal e ao nível elevado dos juros, fatores que podem afetar o ritmo da atividade econômica.
Na avaliação de agentes do mercado, a recuperação registrada na quarta-feira (19), quando o Ibovespa avançou 0,9%, não representou uma mudança estrutural na percepção de risco. A alta anterior ocorreu principalmente após um alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, sem alterações significativas no cenário brasileiro.
Outro fator de preocupação é o fluxo de capital estrangeiro. Dados da B3 indicavam saída líquida de R$ 20,4 bilhões da Bolsa brasileira em agosto até o dia 18. Esse movimento contribui para manter o mercado pressionado e aumenta a cautela dos investidores.
Petrobras e Vale ajudam a sustentar o índice
Entre os destaques positivos do pregão estiveram as ações da Petrobras, beneficiadas pela valorização do petróleo no mercado internacional. Os papéis preferenciais da companhia, PETR4, subiram 2,81%, enquanto PETR3 avançou 2,64%.
O petróleo Brent fechou em alta de 2,36%, a US$ 93,78 por barril, dando suporte às ações da estatal. Os investidores também continuam repercutindo a recente descoberta de hidrocarbonetos em um poço exploratório na Bacia da Foz do Rio Amazonas.
A Vale também terminou o dia no campo positivo. As ações VALE3 avançaram 2,62%, apesar da fraqueza observada no setor internacional e da queda dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China.
Bancos permanecem pressionados
Na outra ponta, o setor financeiro continuou sendo afetado pelas preocupações com o crédito e a inadimplência no país.
As ações preferenciais do Itaú Unibanco recuaram 2,24%, enquanto Bradesco PN caiu 1,69% e Banco do Brasil ON teve baixa de 0,22%. O Santander Brasil, por sua vez, avançou 0,94%.
O ambiente de crédito ganhou ainda mais atenção após pesquisa do Banco Central indicar que os bancos esperam uma deterioração da inadimplência durante o terceiro trimestre, embora em ritmo inferior ao observado no período anterior.
Cenário internacional também pesa
No exterior, o ambiente não favoreceu a tomada de risco. Os rendimentos dos Treasuries, títulos do governo americano, voltaram a subir, enquanto as bolsas de Nova York encerraram o dia em baixa.
O S&P 500 caiu 0,87%, em uma sessão que também teve como destaque a repercussão dos resultados do Walmart. A movimentação dos juros americanos continua sendo acompanhada de perto pelos investidores brasileiros, já que mudanças nos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos podem influenciar o fluxo de recursos para mercados emergentes.
Ibovespa ainda apresenta tendência de baixa
Apesar da recuperação registrada na quarta-feira e da estabilidade nesta quinta, a análise técnica aponta que o Ibovespa permanece em tendência de baixa.
Segundo avaliação citada pela XP, o índice segue abaixo das médias móveis de 21 e 200 dias. Um fechamento abaixo dos 166.300 pontos poderia abrir espaço para movimentos em direção aos 160 mil e 155 mil pontos.
Por outro lado, uma recuperação acima dos 170.340 pontos poderia representar um sinal de repique, com resistências projetadas em 173.500 e 180.500 pontos.
Com o mercado ainda à espera de novos sinais sobre o cenário fiscal, as eleições, os juros e o fluxo de capital estrangeiro, o Ibovespa deve continuar sujeito a períodos de maior volatilidade. A combinação entre incertezas domésticas e um ambiente externo menos favorável mantém os investidores mais seletivos e limita, por enquanto, uma recuperação mais consistente da Bolsa brasileira.
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