Durante a manhã, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a registrar avanço. Por volta das 10h40, o Ibovespa subia 0,29%, aos 175.650 pontos, sustentado principalmente pelo desempenho positivo das ações de bancos, Petrobras e Vale.
O cenário, porém, mudou ao longo do pregão, com os investidores reagindo às declarações de Warsh e revisando suas expectativas para a política monetária dos Estados Unidos.
Expectativa de alta dos juros nos EUA aumenta
As declarações do presidente do Federal Reserve aumentaram as apostas de que o banco central norte-americano poderá elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião.
Segundo o CME FedWatch Tool, as chances de uma alta dos juros em setembro passaram para 55,5%, enquanto a possibilidade de manutenção da taxa ficou em 44,5%.
Na véspera, as projeções eram significativamente diferentes: 35,4% de probabilidade de alta e 64,6% de manutenção.
A mudança nas expectativas teve impacto direto sobre os mercados financeiros. Com a possibilidade de juros mais elevados nos Estados Unidos ganhando força, investidores adotaram uma postura mais cautelosa, pressionando ativos de risco e contribuindo para a perda de força do Ibovespa durante a sessão.
Maiores altas
Entre os ativos que registraram os maiores avanços no pregão, destacaram-se:
- Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F): +28,57%
- Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. (ONCO11F): +24,00%
Maiores quedas
Na ponta negativa, as ações da Azevedo & Travassos (AZEV3) apresentaram uma das maiores desvalorizações:
- Azevedo & Travassos (AZEV3): -50,89%
- Azevedo & Travassos (AZEV3F): -49,94%
Volume negociado
O volume financeiro movimentado na B3 durante o pregão foi de aproximadamente R$ 21,81 bilhões, distribuído em 3.265.971 negócios.
O desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira reforça a influência das decisões e sinalizações do Federal Reserve sobre o mercado brasileiro. A trajetória dos juros norte-americanos permanece entre os principais fatores observados pelos investidores, especialmente diante dos impactos que mudanças na política monetária dos Estados Unidos podem provocar sobre o fluxo internacional de capitais e os mercados emergentes.
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