14/09/2026

Dólar sobe 0,4% e fecha a R$ 5,14 em meio à tensão externa e petróleo perto de US$ 110

Moeda norte-americana encerrou a segunda-feira (14) no maior nível desde 1º de setembro; investidores monitoram petróleo, inflação e decisões de juros do Fed e do Banco Central.

Foto: Reprodução 
O dólar fechou a segunda-feira (14) em alta de 0,4%, cotado a R$ 5,14, em uma sessão marcada pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. A moeda norte-americana chegou a operar acima desse patamar durante o pregão, mas perdeu força ao longo do dia e terminou a sessão distante das máximas.

O nível de fechamento é o mais elevado registrado pelo dólar desde 1º de setembro, refletindo um ambiente externo mais cauteloso diante das incertezas envolvendo inflação, juros e o cenário geopolítico internacional.

Um dos principais fatores de pressão sobre os mercados foi a forte valorização do petróleo. O Brent chegou a se aproximar de US$ 110 por barril, impulsionado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelos riscos de interrupções no fornecimento da commodity.

A disparada do petróleo aumenta a preocupação dos investidores com a inflação global, já que custos mais elevados de energia podem pressionar preços de produtos e serviços e dificultar o processo de redução dos juros pelas principais economias.

Semana de decisões sobre juros aumenta cautela

O mercado financeiro inicia uma semana considerada decisiva para os ativos globais. Na quarta-feira, 16 de setembro, acontece a chamada Super Quarta, quando estão previstas as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Banco Central do Brasil.

A expectativa em torno das decisões tende a aumentar a volatilidade do câmbio, principalmente porque os investidores avaliam os próximos passos dos bancos centrais diante de um cenário de inflação ainda sensível aos preços das commodities.

Além do petróleo, o comportamento dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano também está no radar dos investidores.

Nesta segunda-feira, o rendimento do Treasury de dez anos chegou a 5,017%, maior nível desde outubro de 2023. A alta dos rendimentos dos títulos americanos aumenta a atratividade dos ativos denominados em dólar e pode contribuir para a valorização da moeda norte-americana.

Dólar ganha força no exterior

A valorização do dólar não ficou restrita ao mercado brasileiro. Das 31 moedas mais líquidas acompanhadas pelo mercado, apenas três registraram valorização frente à moeda norte-americana, indicando que o movimento de fortalecimento do dólar foi disseminado nos mercados internacionais.

O cenário reforça a percepção de maior busca por segurança por parte dos investidores, especialmente diante das incertezas relacionadas ao petróleo, à inflação e às decisões de juros desta semana.

Euro fecha a R$ 5,93

O euro também terminou o pregão em alta no mercado brasileiro. A moeda europeia encerrou a sessão cotada a aproximadamente R$ 5,93.

De acordo com os dados apresentados pela Investing.com, a cotação cruzada do dólar ficou em R$ 5,1488, enquanto o euro foi negociado a R$ 5,9362.

Entre outras moedas, a libra esterlina ficou em R$ 6,9501, o franco suíço em R$ 6,2975, o dólar canadense em R$ 3,7031 e o dólar australiano em R$ 3,6715.

O que observar no mercado

Para os investidores e, principalmente, para quem opera day trade, a sessão desta terça-feira (15) deve continuar sendo influenciada por três grandes vetores: petróleo, juros dos Estados Unidos e expectativas para a Super Quarta.

Uma eventual continuidade da alta do petróleo pode aumentar a pressão inflacionária e influenciar as expectativas para os juros. Ao mesmo tempo, mudanças nos rendimentos dos Treasuries podem provocar movimentos importantes no dólar e nos demais ativos de risco.

No Brasil, o comportamento do câmbio também estará diretamente ligado às expectativas para a decisão do Banco Central, tornando a semana especialmente importante para quem acompanha dólar futuro, Ibovespa e juros futuros.

Fonte: Investing.com.

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