Mercado brasileiro encerrou a segunda-feira (28) sob pressão do cenário geopolítico, da alta do petróleo e dos juros dos Treasuries; Petrobras e Prio avançaram com a valorização da commodity.
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| Imagem: Reprodução |
Na abertura dos negócios, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a registrar queda mais acentuada. Por volta das 10h25, o Ibovespa recuava 0,8%, aos 182.049 pontos, acompanhando o movimento defensivo observado nos mercados internacionais.
A escalada das tensões geopolíticas voltou a influenciar as expectativas dos investidores. A valorização do petróleo aumentou as preocupações com possíveis impactos sobre a inflação global, enquanto a alta dos juros futuros domésticos reduziu a atratividade relativa da renda variável.
Petróleo sustenta ações de Petrobras e Prio
Em meio ao ambiente negativo, empresas ligadas ao setor de petróleo conseguiram se destacar positivamente.
Entre os ativos do Ibovespa que avançavam nas primeiras horas do pregão estavam Petrobras ON (PETR3), com alta de 1,09%; Petrobras PN (PETR4), com ganho de 1,10%; e Prio (PRIO3), que subia 1,94%.
A valorização dessas ações ocorreu em meio à forte alta do petróleo no mercado internacional.
Maiores altas e quedas
Entre os ativos listados na sessão, os maiores avanços foram registrados por:
- Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F): +14,29%
- Sequoia Logística e Transportes (SEQL3F): +14,29%
Na ponta negativa, os destaques foram:
- Ambipar Participações e Empreendimentos (AMBP3F): -25,00%
- Fiset Pesca FISET (FSPE11F): -18,52%
O volume financeiro negociado na B3 somou aproximadamente R$ 24,97 bilhões, distribuído em 3.279.220 negócios.
Dólar sobe 0,83% e fecha a R$ 5,22
O dólar comercial também refletiu o ambiente de maior aversão ao risco. A moeda americana fechou a segunda-feira em alta de 0,83%, cotada a R$ 5,22.
Durante a manhã, o dólar chegou a ser negociado próximo de R$ 5,21, com investidores buscando maior proteção diante das incertezas envolvendo o Oriente Médio e as negociações entre Estados Unidos e Irã.
No exterior, o movimento de valorização da moeda americana levou o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar frente a uma cesta de importantes moedas globais, a 101,17 pontos no fechamento, após atingir 101,21 pontos durante o pregão.
Petróleo Brent supera US$ 108
O petróleo foi um dos principais pontos de atenção dos mercados. O Brent chegou a superar US$ 108 por barril durante a sessão e posteriormente era negociado próximo de US$ 106, acumulando alta de aproximadamente 1,6%.
Para os mercados emergentes, a combinação entre petróleo mais caro, dólar fortalecido e juros elevados nos Estados Unidos representa um ambiente de maior pressão sobre os ativos de risco.
Treasuries também entram no radar
As taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram durante o pregão. O rendimento da Treasury de 10 anos chegou a 5,237%, enquanto a taxa do título de 2 anos atingiu 4,928%.
A elevação dos juros dos títulos americanos pode aumentar a atratividade da renda fixa dos Estados Unidos e, consequentemente, influenciar o fluxo de recursos destinados a mercados emergentes.
Euro fecha a R$ 5,94
O euro encerrou o pregão cotado a R$ 5,94.
No mercado de câmbio, as principais referências ficaram assim:
- Dólar: R$ 5,22
- Euro: R$ 5,94
- DXY: 101,17 pontos
- Petróleo Brent: cerca de US$ 106 por barril
Os dados de mercado utilizados na apuração são da Investing.com.
O que observar no próximo pregão
Para os day traders, o ambiente deixa alguns pontos importantes no radar: comportamento do petróleo, evolução das tensões no Oriente Médio, dólar, DXY, juros dos Treasuries e curva de juros brasileira.
Na B3, Petrobras e outras empresas ligadas às commodities podem continuar apresentando sensibilidade aos movimentos do petróleo, enquanto o Ibovespa tende a reagir ao fluxo internacional e à percepção de risco dos investidores.
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