18/09/2026

Ibovespa perde força e dólar avança sob pressão de eleição e juros globais nesta sexta-feira (18)

Ibovespa recua 0,41% e encerra a semana em baixa, enquanto dólar avança; investidores monitoram cenário eleitoral brasileiro, juros globais e novas movimentações do petróleo.

Imagem: Diário do Mercado 
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana em clima de cautela nesta sexta-feira (18), com os investidores dividindo a atenção entre o cenário eleitoral doméstico, a trajetória dos juros nas principais economias e as oscilações do petróleo no mercado internacional.

O Ibovespa caiu 0,41%, aos 185.229 pontos, acumulando baixa de 1,06% na semana. Já o dólar à vista avançou 0,11%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,144.

A combinação de fatores domésticos e externos aumentou a volatilidade dos ativos brasileiros e manteve os investidores atentos aos próximos movimentos dos bancos centrais.

Cenário eleitoral entra no radar do mercado

No Brasil, as pesquisas eleitorais voltaram a influenciar as expectativas dos agentes financeiros. O mercado acompanha principalmente os possíveis reflexos do cenário político sobre política econômica, contas públicas, inflação, juros e câmbio.

A divulgação de novos levantamentos eleitorais trouxe maior atenção para 2026 e contribuiu para ampliar a percepção de incerteza entre os investidores.

Juros globais elevam cautel


No exterior, a política monetária das principais economias continua sendo um dos principais direcionadores dos mercados.

A decisão do Banco do Japão de elevar sua taxa básica de juros para 1,25% aumentou a atenção sobre o processo de normalização monetária global. Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries permaneceram elevados, com o título de dez anos novamente próximo ou acima da marca de 5%.

Juros americanos mais altos tendem a aumentar a atratividade dos ativos denominados em dólar e podem provocar mudanças nos fluxos internacionais de capital.

Petróleo continua no centro das atenções


O petróleo também permaneceu entre os principais fatores de influência sobre os mercados. Apesar do recuo registrado na sessão, a commodity segue em níveis elevados diante das incertezas geopolíticas e dos riscos relacionados à oferta global.

Para o Brasil, as oscilações do petróleo afetam diretamente empresas importantes da Bolsa, além de influenciarem expectativas para inflação, câmbio e balança comercial.

Vale e Petrobras pressionam o índice


Entre as principais ações do Ibovespa, os papéis da Vale recuaram 1,53%, enquanto Petrobras ON caiu 1,09% e Petrobras PN teve baixa de 0,23%.

O setor bancário também apresentou desempenho misto, com quedas de Santander, Bradesco e Itaú, enquanto Banco do Brasil e BTG Pactual terminaram o dia no campo positivo.

A queda de ações de grande peso contribuiu para a pressão sobre o principal índice da Bolsa brasileira.

Mercado começa a olhar para a próxima semana


A atenção dos investidores agora se volta para uma agenda econômica relevante. Entre os principais eventos estão a ata do Copom, o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e a divulgação do IPCA-15 de setembro, além de indicadores da economia norte-americana.

O mercado também continuará monitorando o comportamento dos Treasuries, do dólar e do petróleo, além das novas informações relacionadas ao cenário político e fiscal brasileiro.

A combinação desses fatores mantém o ambiente de negociação sensível a novas notícias, deixando juros, petróleo, câmbio e política entre os principais temas para os investidores acompanharem na próxima semana.

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