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| Imagem: Diário do Mercado |
O desempenho da Bolsa ocorreu em um cenário internacional marcado por cautela. Os investidores acompanharam a valorização do petróleo, a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a expectativa pelas decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central brasileiro, previstas para esta quarta-feira.
Petrobras dá sustentação ao Ibovespa
Entre os principais fatores que ajudaram o índice brasileiro esteve o avanço das ações da Petrobras, beneficiadas pela valorização do petróleo no mercado internacional.
O petróleo Brent chegou a superar os US$ 107 por barril, enquanto o WTI avançou para a região dos US$ 102. A alta das commodities ocorreu em meio às preocupações com a oferta global de petróleo diante de novos episódios de tensão no Oriente Médio.
Para o mercado brasileiro, a valorização do petróleo tem impacto direto sobre as empresas do setor e ajudou a compensar parte das pressões negativas vindas do exterior.
Exterior permanece pressionado
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários operaram em baixa durante o dia. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq foram pressionados pela alta do petróleo, pelas preocupações com a inflação e pelo aumento dos rendimentos dos Treasuries.
O rendimento do título do Tesouro americano de dez anos chegou a 5,04%, atingindo o maior nível desde 2007, segundo informações reunidas pelo InfoMoney.
A combinação entre petróleo mais caro e juros elevados aumenta a preocupação dos investidores com as condições financeiras globais e contribui para um ambiente de maior volatilidade nos mercados.
Investidores aguardam decisões do Fed e do Copom
A chamada Superquarta concentra as atenções dos mercados nesta semana. Na quarta-feira, o Federal Reserve divulgará sua decisão sobre os juros nos Estados Unidos, enquanto o Banco Central brasileiro também anunciará sua decisão de política monetária.
No Brasil, a expectativa em torno da trajetória da Selic permanece entre os principais fatores acompanhados pelos investidores. No exterior, as atenções estão concentradas na decisão do Fed e principalmente na sinalização que acompanhará o anúncio.
Desempenho do Ibovespa
Com a alta desta terça-feira, o Ibovespa passou a acumular os seguintes resultados, segundo os dados divulgados pelo InfoMoney:
- Segunda-feira (14): -0,91%
- Terça-feira (15): +0,54%
- Setembro: +5,12%
- 3º trimestre de 2026: +8,42%
- Em 2026: +15,75%
Apesar da recuperação registrada nesta terça, o índice ainda acumulava queda de 0,38% na semana até o encerramento do pregão.
Dólar e juros no radar
No mercado de câmbio, o dólar comercial permaneceu próximo da estabilidade ao longo do pregão, enquanto os juros futuros acompanharam as movimentações dos Treasuries americanos e as expectativas para as decisões dos bancos centrais.
Além dos indicadores econômicos, os investidores brasileiros também acompanharam acontecimentos políticos e institucionais em Brasília, que contribuíram para manter o ambiente doméstico sensível a novas oscilações.
O pregão desta terça-feira, portanto, terminou com o Ibovespa em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, em uma sessão marcada pela força das ações ligadas ao petróleo e pela cautela dos investidores antes das decisões de juros que serão divulgadas na quarta-feira.
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