Mercado reage a inflação mais fraca nos EUA, ajustes de carteira e cenário eleitoral antes do primeiro turno
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| Imagem: Diário do Mercado |
O principal gatilho externo veio dos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto, abaixo da expectativa de 0,3%. Em 12 meses, o núcleo acumulou alta de 3,0%. O resultado ajudou a reduzir a pressão sobre os juros americanos e trouxe algum alívio aos ativos de risco.
O PCE cheio avançou 0,3% no mês e acumulou alta de 3,4% em 12 meses. Apesar da desaceleração em relação às expectativas anuais, a inflação permanece acima da meta de 2% do Federal Reserve.
Outro destaque do dia foi a revisão do PIB dos Estados Unidos referente ao segundo trimestre. A economia americana apresentou crescimento anualizado de 2,2%, acima da leitura anterior de 1,5%, mostrando uma atividade ainda resistente. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries permaneceram no radar dos investidores.
Bancos e commodities sustentam alta
No mercado acionário brasileiro, os bancos estiveram entre os principais destaques positivos. Itaú, Bradesco e Banco do Brasil registraram ganhos superiores a 4%, contribuindo de forma relevante para a alta do Ibovespa.
As ações da Vale também avançaram, acompanhando o desempenho do minério de ferro. Já os papéis da Petrobras receberam impulso inicial da valorização do petróleo no mercado internacional.
O movimento da Bolsa também ocorreu em um ambiente de ajustes de posições no encerramento do mês e do trimestre, período tradicionalmente marcado por rebalanceamentos de carteiras.
Dólar é pressionado pela Ptax e pelo exterior
No câmbio, além dos dados americanos, os investidores acompanharam a formação da Ptax de fim de mês, taxa de referência utilizada em diversos contratos financeiros e derivativos. A disputa pela formação da taxa contribuiu para aumentar a volatilidade do dólar durante a sessão.
A moeda americana terminou o dia em R$ 5,174, queda de 0,81%, retornando a um patamar próximo ao observado no início de setembro.
Eleições permanecem no radar
No mercado doméstico, o cenário eleitoral continuou entre os principais fatores acompanhados pelos investidores. Com o primeiro turno marcado para domingo, 4 de outubro, pesquisas, declarações de candidatos e novas informações políticas podem provocar oscilações nos preços dos ativos nos próximos pregões.
Para o investidor e, principalmente, para quem atua no curto prazo, o ambiente tende a exigir atenção redobrada às manchetes e aos movimentos do dólar, juros futuros e Ibovespa.
O que acompanhar no próximo pregão
Entre os indicadores previstos para os próximos dias estão os PMIs industriais no Brasil e no exterior, além das novas informações relacionadas ao cenário eleitoral.
Com a proximidade do primeiro turno, o mercado pode apresentar maior volatilidade e movimentos de abertura mais fortes após a divulgação de pesquisas ou notícias relevantes. Para operações de curto prazo, a confirmação dos movimentos, o controle do tamanho das posições e o gerenciamento de risco ganham importância diante da possibilidade de gaps e oscilações rápidas.
Fechamento da sessão — 30/09/2026:
- Ibovespa: 186.340,46 pontos — +1,37%
- Dólar comercial: R$ 5,174 — -0,81%
- Núcleo do PCE dos EUA: +0,2% em agosto
- PIB dos EUA no 2º trimestre: +2,2%
- Principal tema doméstico: cenário eleitoral e ajustes de fim de mês/trimestre
- Destaques positivos: bancos, Vale e Petrobras
Fontes: InfoMoney, Valor Econômico, UOL Economia, Poder360 e dados econômicos divulgados nesta quarta-feira.
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