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| Imagem: Diário do Mercado |
Durante a manhã, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a recuar 0,69%, aos 185.313 pontos, por volta das 11h45. O movimento refletiu um ambiente de cautela entre os investidores, influenciado principalmente pelo comportamento do petróleo no mercado internacional e pela repercussão da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A queda dos preços do petróleo pressionou especialmente as ações da Petrobras, empresa de peso relevante na composição do Ibovespa. A commodity chegou a ser negociada abaixo dos US$ 100 por barril ao longo do dia.
Além do cenário externo, os investidores avaliaram os sinais apresentados pelo Copom sobre a economia brasileira. A ata destacou que as expectativas de inflação continuam desancoradas, um fator acompanhado de perto pelo mercado diante das perspectivas para a trajetória dos juros no país.
Apesar da pressão observada durante boa parte do pregão, o Ibovespa ganhou força na reta final e conseguiu terminar o dia no território positivo.
Maiores altas e quedas
Entre os papéis que apresentaram as maiores valorizações no pregão, destaque para:
- Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F): +28,57%
- Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11): +14,29%
Já entre as maiores quedas:
- Tronox Pigmentos do Brasil SA Pfd Registered Shs B (CRPG6): -13,87%
- Textil Renauxview SA Pfd (TXRX4F): -12,06%
O volume financeiro negociado na B3 alcançou aproximadamente R$ 29,69 bilhões, distribuído em 3.670.268 negócios.
Dólar fecha a R$ 5,10
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a terça-feira em alta, cotado a aproximadamente R$ 5,10.
Durante a manhã, a moeda americana chegou a R$ 5,11, com avanço de 0,22%. O movimento ocorreu em meio à queda dos preços do petróleo e à avaliação dos investidores sobre os cenários doméstico e internacional.
A redução do preço do petróleo pode ter reflexos sobre o fluxo comercial brasileiro, já que o país possui participação relevante nas exportações da commodity. Uma queda nos preços pode reduzir as receitas obtidas com essas vendas externas e, consequentemente, o fluxo de dólares associado às exportações.
O comportamento do câmbio, entretanto, depende de uma combinação de fatores, incluindo diferencial de juros, cenário fiscal brasileiro, política monetária, fluxo de capitais e desempenho dos mercados internacionais.
O DXY, índice que acompanha a força do dólar diante de uma cesta de importantes moedas globais, encerrou o dia aos 100,35 pontos.
Euro encerra a R$ 5,84
O euro terminou o pregão cotado a aproximadamente R$ 5,84.
De acordo com os dados apresentados pela Investing.com, a relação entre as principais moedas e o real ficou próxima dos seguintes níveis:
| Moeda | Cotação em reais |
|---|---|
| Dólar (USD) | R$ 5,1011 |
| Euro (EUR) | R$ 5,8404 |
| Libra (GBP) | R$ 6,8061 |
| Iene japonês (JPY) | R$ 0,0324 |
| Franco suíço (CHF) | R$ 6,2164 |
| Dólar canadense (CAD) | R$ 3,6274 |
| Dólar australiano (AUD) | R$ 3,6306 |
Mercado de olho nos juros e no petróleo
O pregão desta terça-feira mostrou a sensibilidade dos ativos brasileiros a dois importantes vetores: o comportamento das commodities e as perspectivas para a política monetária.
Enquanto a queda do petróleo pesou sobre empresas ligadas à commodity e ajudou a manter o mercado sob pressão durante parte do dia, a divulgação da ata do Copom trouxe novos elementos para as avaliações sobre inflação e juros.
No fim do pregão, porém, a recuperação das ações permitiu ao Ibovespa abandonar as perdas e fechar a sessão com valorização de 0,47%, aos 187.465 pontos.
Fonte: Investing.com.
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