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| Imagem: Diário do Mercado com IA |
Tema central: choque político no Brasil e aversão global ao risco
A reeleição de Lula desencadeou uma reprecificação intensa dos ativos brasileiros. Investidores passaram a cobrar sinais sobre a equipe econômica e a política fiscal do próximo governo, pressionando bolsa, real e juros futuros.
No exterior, dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial, a postura cautelosa do Federal Reserve e o petróleo elevado mantiveram os mercados voláteis. Os resultados e projeções da Amazon e da Intel renovaram a pressão sobre tecnologia na sexta-feira.
Fechamentos de sexta-feira, 30 de outubro
- Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75% no dia; -18,12% na semana)
- Dólar comercial: R$ 5,444 (+1,05% no dia; +9,04% na semana)
- Nasdaq: -2,86% no dia
- S&P 500: -1,82% no dia
- Dow Jones: -1,09% no dia
- Brent: US$ 113,43 por barril (+2,37% no dia)
- Ouro: US$ 3.898,90 por onça-troy (-3,28% no dia)
Segundo o UOL Economia, o Ibovespa teve sua pior semana desde março de 2020 e o dólar registrou sua maior alta semanal desde outubro de 2008.
Mercados asiáticos — fechamento de sexta-feira
- Nikkei 225: 63.290,11 pts (-2,1%)
- Kospi: 5.730,74 pts (-3,5%)
- Hang Seng: 23.294,42 pts (-1,5%)
- Shanghai Composite: 3.599,02 pts (-1,4%)
As variações asiáticas acima são da sessão de sexta-feira; não foram confirmados retornos semanais comparáveis para todos os índices.
O que moveu os mercados
🇧🇷 No Brasil, o ajuste pós-eleição foi rápido e intenso. A disparada do dólar e dos juros futuros, junto com a queda da bolsa, deixou os ativos muito sensíveis a notícias sobre equipe econômica, gastos e dívida pública.
🤖 No exterior, dúvidas sobre os investimentos em IA aumentaram o risco de movimentos bruscos em Nasdaq, semicondutores e empresas ligadas a centros de dados. Projeções de gastos, margens e fluxo de caixa ganharam peso.
🏦 O Fed manteve os juros entre 3,75% e 4,00%, mas a decisão dividida — 10 a 2, com votos favoráveis a uma alta — reforçou a percepção de política monetária restritiva. O custo de capital continua no centro da precificação de risco.
🛢️ O petróleo elevado adicionou pressão inflacionária. Uma nova alta da energia pode afetar expectativas de juros e criar diferenças de desempenho entre empresas do setor e segmentos mais sensíveis às taxas.
🎯 Para o Day Trade: no Brasil, observe Ibovespa, dólar e DI futuro em conjunto para distinguir repiques técnicos de uma possível reversão. Nos EUA, acompanhe Nasdaq, Treasuries, petróleo e semicondutores. Em um mercado tão sensível a manchetes, rompimentos sem confirmação de volume podem falhar.
Agenda para 2 a 6 de novembro
- Segunda-feira, 2/11: ISM industrial dos EUA, indicador de atividade e pressão de custos.
- Terça-feira, 3/11: eleições de meio de mandato nos EUA. A reação poderá acompanhar pesquisas, projeções e apuração.
- Terça-feira, 3/11: reabertura da B3 após o feriado de Finados. A bolsa informou ajuste de horários por causa do fim do horário de verão nos EUA: ações das 10h às 17h55, com call de fechamento até 18h.
- Quarta-feira, 4/11: decisão do Copom. A comunicação será importante para avaliar os efeitos do câmbio, do risco fiscal e do petróleo sobre a trajetória da Selic.
- Durante a semana: acompanhe petróleo e notícias do Oriente Médio; novas tensões podem reacender preocupações com inflação e juros.
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