Incertezas sobre a política fiscal e a equipe econômica do próximo governo pressionaram a Bolsa brasileira nesta quinta-feira (29). No exterior, inflação persistente nos Estados Unidos e perdas de ações de tecnologia ampliaram a cautela dos investidores.
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| Imagem: Reprodução |
A pressão sobre os ativos brasileiros esteve relacionada principalmente à falta de clareza sobre a composição da equipe econômica e os rumos da política fiscal do próximo governo. A incerteza levou investidores a adotar uma postura mais cautelosa, enquanto a alta dos juros futuros contribuiu para reduzir o apetite por ações.
Outro fator que pesou sobre a Bolsa foi a saída de investidores estrangeiros, movimento que aumentou a pressão vendedora sobre os papéis negociados no mercado brasileiro.
Cenário internacional aumenta a cautela
No exterior, indicadores de atividade econômica e a persistência da inflação nos Estados Unidos reforçaram as expectativas de que os juros americanos possam permanecer elevados por mais tempo.
A perspectiva de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos tende a influenciar os fluxos internacionais de capital, tornando os investimentos em mercados emergentes mais sensíveis às mudanças nas expectativas de juros e aos riscos econômicos.
Além disso, a queda das ações de tecnologia após a divulgação dos resultados da Alphabet, controladora do Google, contribuiu para reduzir o apetite global por ativos de maior risco.
Dólar volta a subir
O dólar comercial encerrou o pregão em alta de 0,76%, a R$ 5,3875. A valorização da moeda norte-americana ocorreu em um ambiente de maior aversão ao risco, marcado pelas incertezas no cenário doméstico e pelas expectativas relacionadas à política monetária dos Estados Unidos.
A combinação entre a pressão sobre a Bolsa, a alta dos juros futuros e a valorização do dólar manteve os investidores atentos aos próximos sinais econômicos e políticos.
Fontes: InfoMoney e Valor Investe.
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