30/10/2026

Ibovespa cai pela quarta sessão consecutiva e fecha aos 169 mil pontos; dólar sobe 0,76%

Incertezas sobre a política fiscal e a equipe econômica do próximo governo pressionaram a Bolsa brasileira nesta quinta-feira (29). No exterior, inflação persistente nos Estados Unidos e perdas de ações de tecnologia ampliaram a cautela dos investidores.

Imagem: Reprodução 
O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quinta-feira (29 de outubro de 2026) em queda, com o Ibovespa registrando a quarta baixa consecutiva. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) fechou aos 169.186,42 pontos, recuo de 1,06% em relação à sessão anterior. No mercado cambial, o dólar comercial avançou 0,76%, cotado a R$ 5,3875.

A pressão sobre os ativos brasileiros esteve relacionada principalmente à falta de clareza sobre a composição da equipe econômica e os rumos da política fiscal do próximo governo. A incerteza levou investidores a adotar uma postura mais cautelosa, enquanto a alta dos juros futuros contribuiu para reduzir o apetite por ações.

Outro fator que pesou sobre a Bolsa foi a saída de investidores estrangeiros, movimento que aumentou a pressão vendedora sobre os papéis negociados no mercado brasileiro.

Cenário internacional aumenta a cautela

No exterior, indicadores de atividade econômica e a persistência da inflação nos Estados Unidos reforçaram as expectativas de que os juros americanos possam permanecer elevados por mais tempo.

A perspectiva de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos tende a influenciar os fluxos internacionais de capital, tornando os investimentos em mercados emergentes mais sensíveis às mudanças nas expectativas de juros e aos riscos econômicos.

Além disso, a queda das ações de tecnologia após a divulgação dos resultados da Alphabet, controladora do Google, contribuiu para reduzir o apetite global por ativos de maior risco.

Dólar volta a subir

O dólar comercial encerrou o pregão em alta de 0,76%, a R$ 5,3875. A valorização da moeda norte-americana ocorreu em um ambiente de maior aversão ao risco, marcado pelas incertezas no cenário doméstico e pelas expectativas relacionadas à política monetária dos Estados Unidos.

A combinação entre a pressão sobre a Bolsa, a alta dos juros futuros e a valorização do dólar manteve os investidores atentos aos próximos sinais econômicos e políticos.

Fontes: InfoMoney e Valor Investe.

Postar um comentário

Whatsapp Button works on Mobile Device only