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| Foto: Reprodução |
Entre os principais indicadores divulgados, o relatório de empregos dos Estados Unidos, conhecido como Payroll, mostrou o fechamento de 23 mil vagas de trabalho em julho. O resultado ficou bem abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam a criação de aproximadamente 80 mil postos de trabalho.
A taxa de desemprego ficou em 4,1%, contribuindo para reforçar a percepção de desaceleração da atividade econômica norte-americana.
Expectativa por cortes de juros nos Estados Unidos
Os dados mais fracos do mercado de trabalho aumentaram a expectativa de que o Federal Reserve possa adotar uma postura mais flexível em relação à política monetária.
A possibilidade de redução dos juros nos Estados Unidos tende a influenciar os mercados globais, uma vez que taxas menores podem reduzir a atratividade dos ativos denominados em dólar e estimular a busca dos investidores por mercados considerados mais arriscados.
No Brasil, esse movimento contribuiu para a perda de força da moeda norte-americana diante do real.
O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar em relação a uma cesta de importantes moedas internacionais, encerrou a sessão aos 99,98 pontos.
Euro termina o dia próximo de R$ 5,90
O euro também apresentou cotação elevada frente ao real e encerrou o pregão a R$ 5,87, segundo os dados utilizados na apuração.
As oscilações das principais moedas continuam sendo acompanhadas de perto pelos investidores, especialmente diante das expectativas em torno das decisões dos bancos centrais e da trajetória dos juros nas maiores economias do mundo.
Cotação das principais moedas
De acordo com os dados da Investing.com, as cotações de referência entre o real e as principais moedas internacionais ficaram da seguinte forma:
Moeda Cotação em reais
- Dólar (USD) R$ 5,08
- Euro (EUR) R$ 5,89
- Libra esterlina (GBP) R$ 6,86
- Franco suíço (CHF) R$ 6,29
- Dólar canadense (CAD) R$ 3,64
- Dólar australiano (AUD) R$ 3,60
- Iene japonês (JPY) R$ 0,0322
Os números mostram que o mercado de câmbio segue sensível aos indicadores econômicos dos Estados Unidos, principalmente aos dados relacionados ao emprego e à inflação, que ajudam a definir as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve.
Com a possibilidade de uma eventual redução dos juros norte-americanos ganhando força após os dados do mercado de trabalho, o comportamento do dólar diante do real continuará sendo influenciado tanto pelo cenário externo quanto pelas condições econômicas e fiscais do Brasil.
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