O principal índice da Bolsa brasileira foi pressionado principalmente pelo desempenho negativo de empresas do setor varejista. A divulgação de balanços trimestrais mais fracos do que o esperado aumentou a aversão ao risco e contribuiu para a queda das ações, ampliando a pressão sobre o mercado acionário doméstico.
Cenário internacional não foi suficiente para sustentar a Bolsa
A queda do Ibovespa ocorreu em direção oposta ao movimento observado em meio às expectativas do mercado internacional. Nos Estados Unidos, o relatório de empregos, conhecido como payroll, apresentou um desempenho mais fraco, reforçando as apostas de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, poderá avançar com cortes de juros.
A perspectiva de juros menores nos Estados Unidos normalmente tende a favorecer ativos de maior risco e mercados emergentes, ao reduzir a atratividade relativa dos investimentos em renda fixa norte-americana.
Apesar disso, os investidores brasileiros concentraram a atenção principalmente nos fatores domésticos e nos resultados divulgados pelas companhias, deixando o Ibovespa sob pressão durante o pregão.
Maiores altas
Entre os ativos que apresentaram os maiores avanços no pregão, destacaram-se:
- Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F): alta de 107,69%;
- Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11): alta de 14,29%.
Maiores quedas
Na ponta negativa, os papéis da Recrusul registraram as maiores perdas:
- Recrusul SA Pfd (RCSL4): queda de 32,89%;
- Recrusul SA Pfd (RCSL4F): queda de 29,87%.
Mais de R$ 20 bilhões movimentados
Mesmo com a forte queda do principal índice acionário brasileiro, o mercado registrou movimentação significativa. O volume financeiro negociado na B3 alcançou aproximadamente R$ 20,1 bilhões, distribuídos em cerca de 3,859 milhões de negócios.
O resultado desta sexta-feira reforça um cenário de maior seletividade entre os investidores, que passaram a avaliar com mais atenção os resultados financeiros das empresas e as perspectivas para os próximos trimestres. No ambiente doméstico, o desempenho das companhias deve continuar sendo um dos principais fatores para a definição do rumo das ações no curto prazo.
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