Desde a abertura dos negócios, o dólar à vista apresentou trajetória de baixa, pressionado principalmente pelo cenário externo e pela reação dos investidores ao anúncio do Tesouro dos Estados Unidos sobre medidas de liquidez no mercado de dívida pública.
A partir de setembro, o governo norte-americano ampliará o limite máximo para recompra de títulos soberanos de longo prazo. O teto, que atualmente é de US$ 2 bilhões, passará para US$ 4 bilhões.
A medida ocorre em meio à forte elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, especialmente dos treasuries de 30 anos. As taxas desses papéis atingiram nesta semana o maior nível desde 2007, aumentando a atenção dos investidores e contribuindo para mudanças no fluxo de recursos nos mercados globais.
A ampliação das recompras foi interpretada pelo mercado como uma iniciativa para melhorar as condições de liquidez no mercado de dívida e reduzir parte das pressões observadas nos títulos de longo prazo. O movimento ajudou a diminuir a aversão ao risco e contribuiu para a perda de força do dólar diante de outras moedas.
O índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de importantes moedas internacionais, encerrou o dia aos 98,77 pontos.
Euro fecha cotado a R$ 6,04
O euro também encerrou o pregão desta quarta-feira em alta relação ao real, sendo negociado a R$ 6,04.
As cotações refletem o comportamento dos mercados internacionais e as movimentações do câmbio brasileiro ao longo do dia.
Cotações das principais moedas
De acordo com dados da Investing.com, as principais relações cambiais envolvendo o real e outras moedas apresentaram os seguintes valores:
Moeda| Cotação em reais
Dólar (USD)| R$ 5,1797
Euro (EUR)| R$ 6,0496
Libra esterlina (GBP)| R$ 7,0455
Iene japonês (JPY)| R$ 0,03274
Franco suíço (CHF)| R$ 6,4957
Dólar canadense (CAD)| R$ 3,7504
Dólar australiano (AUD)| R$ 3,6902
No mercado internacional, o dólar era negociado a US$ 1,1677 por euro, enquanto a libra esterlina equivalia a aproximadamente US$ 1,3603.
Os dados mostram que o comportamento das moedas continua diretamente relacionado às decisões de política econômica e monetária nos Estados Unidos, ao desempenho dos títulos do Tesouro americano e à percepção de risco dos investidores no mercado global. Com informações da Investing.com.
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