O movimento ocorreu em meio ao aumento da aversão global ao risco provocado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
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| Imagem criada pelo Diário do Mercado com IA |
O euro comercial também avançou durante o dia, registrando alta de 0,36% e encerrando a sessão cotado a R$ 5,8981.
No mercado de renda fixa, os juros futuros (DIs) apresentaram alta na maior parte da curva, especialmente nos vencimentos intermediários e longos. O movimento refletiu a elevação dos prêmios de risco diante do cenário internacional e da proximidade de importantes indicadores econômicos no Brasil.
🌎 Tensão internacional pressiona mercados
Um dos principais fatores que influenciaram os mercados nesta segunda-feira foi o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, especialmente diante dos impasses relacionados à reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo.
A preocupação com possíveis impactos sobre a oferta da commodity provocou uma forte valorização do petróleo, com o Brent avançando cerca de 5%.
A alta do petróleo também contribuiu para a elevação dos rendimentos dos títulos do governo dos Estados Unidos, os Treasuries, aumentando a pressão sobre ativos considerados mais arriscados, incluindo os mercados emergentes.
No Brasil, o movimento ocorre em um momento de atenção redobrada dos investidores antes da divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e dos novos dados de inflação medidos pelo IPCA.
💵 Mercado de câmbio
Confira as principais cotações registradas no fechamento:
- Dólar comercial: R$ 5,1106 — alta de 0,53%
- Dólar turismo: R$ 5,3092 — alta de 0,35%
- Euro comercial: R$ 5,8981 — alta de 0,36%
- Euro turismo: R$ 6,1400 — alta de 0,22%
A valorização das moedas estrangeiras diante do real refletiu principalmente o movimento global de busca por proteção em meio às incertezas externas.
📊 Juros futuros avançam
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) também reagiram ao cenário de maior cautela.
O contrato com vencimento em janeiro de 2027, considerado de prazo mais curto, ficou praticamente estável, enquanto os vencimentos seguintes registraram alta:
- DI Janeiro de 2027: 13,740%, ante 13,745%;
- DI Janeiro de 2028: 13,835%, ante 13,780%;
- DI Janeiro de 2029: 14,100%, ante 14,035%;
- DI Janeiro de 2031: 14,375%, ante 14,280%.
A elevação das taxas nos prazos mais longos indica uma maior exigência de prêmio por parte dos investidores diante das incertezas no cenário internacional e das expectativas para a inflação e a política monetária brasileira.
📌 Mercado entra em semana de atenção aos indicadores
O pregão desta segunda-feira (10/08) foi marcado, portanto, por um ambiente de maior cautela nos mercados financeiros. A combinação entre a escalada das tensões geopolíticas, a forte alta do petróleo e a elevação dos rendimentos dos títulos americanos aumentou a pressão sobre os ativos brasileiros.
Agora, os investidores acompanham de perto os próximos eventos da agenda econômica, principalmente a ata do Copom e os dados do IPCA, que podem influenciar as expectativas para os juros e para o comportamento do câmbio nas próximas sessões.
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