A bolsa brasileira fecha em queda nesta segunda-feira pressionado por juros e ações ligadas ao consumo
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| Imagem criada pelo Diário do Mercado com IA |
O volume financeiro movimentado no mercado foi de aproximadamente R$ 416,65 bilhões.
Apesar do resultado negativo no fechamento, o desempenho do índice foi parcialmente sustentado pela forte valorização das ações do setor de petróleo. A alta do petróleo Brent, de cerca de 5%, favoreceu as petroleiras brasileiras em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo.
Entre os principais destaques positivos estiveram Petrobras (PETR3 e PETR4) e empresas do segmento de exploração e produção de petróleo. A Vale também operou no campo positivo, contribuindo para limitar uma queda mais acentuada do Ibovespa.
Por outro lado, papéis ligados ao consumo, educação e saúde foram pressionados pela alta da curva futura de juros, em um movimento de cautela dos investidores antes da divulgação de novos dados de inflação, especialmente o IPCA.
📈 Maiores altas
A liderança entre as maiores altas do Ibovespa ficou com a Prio (PRIO3), que avançou 6,60%, encerrando o dia cotada a R$ 61,24.
Na sequência apareceram:
PetroReconcavo (RECV3): +4,99%, a R$ 10,74;
Petrobras PN (PETR4): +3,33%, a R$ 42,23;
Petrobras ON (PETR3): +3,33%, a R$ 47,21;
Embraer (EMBJ3): +2,31%, a R$ 94,66.
📉 Maiores baixas
Na ponta negativa, a Cosan (CSAN3) registrou a maior queda do dia, com recuo de 5,99%, fechando a R$ 3,45.
Confira as principais baixas:
- Cosan (CSAN3): -5,99%, a R$ 3,45;
- Vamos (VAMO3): -5,52%, a R$ 2,91;
- Yduqs (YDUQ3): -5,28%, a R$ 7,54;
- Hapvida (HAPV3): -4,36%, a R$ 10,30;
- Raia Drogasil (RADL3): -4,15%.
Mercado acompanha cenário internacional e inflação
O pregão foi marcado por uma combinação de fatores externos e domésticos. No cenário internacional, a disparada do petróleo ganhou força diante das preocupações geopolíticas no Oriente Médio, beneficiando as empresas produtoras de petróleo negociadas na B3.
No mercado doméstico, entretanto, a trajetória dos juros continuou no radar dos investidores. A alta das taxas futuras aumentou a pressão sobre ações mais sensíveis ao custo do dinheiro, especialmente empresas dos setores de consumo, educação e saúde.
Com isso, mesmo diante do desempenho expressivo das petroleiras, o Ibovespa terminou o primeiro pregão da semana no campo negativo, aos 172.179,93 pontos.
O mercado agora volta suas atenções para os próximos indicadores econômicos, principalmente os dados de inflação, que podem influenciar as expectativas para a trajetória da política monetária brasileira.
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