24/09/2026

Arrecadação federal bate recorde em agosto e chega a R$ 235,5 bilhões

Resultado representa alta real de 8,25% sobre agosto de 2025 e foi impulsionado, entre outros fatores, pela forte expansão da arrecadação sobre petróleo e gás natural.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões em agosto de 2026, segundo dados divulgados pela Receita Federal na última terça-feira (22). O resultado representa crescimento real de 8,25% em relação ao mesmo mês do ano passado e é o maior valor registrado para agosto desde o início da série histórica, em 1995.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a arrecadação chegou a R$ 2,112 trilhões, uma alta real de 7,12% na comparação com o mesmo período de 2025.

Considerando apenas as receitas administradas diretamente pela Receita Federal, o montante de agosto foi de R$ 227,865 bilhões, crescimento real de 8,24%. Entre janeiro e agosto, essas receitas somaram R$ 2,019 trilhões, avanço real de 7,10%.

Petróleo e gás impulsionam arrecadação


Um dos principais destaques do resultado foi o setor de extração de petróleo e gás natural. A arrecadação do segmento saltou de R$ 871 milhões em agosto de 2025 para R$ 14,429 bilhões em agosto deste ano.

O avanço também foi observado em outros setores da economia. O comércio atacadista registrou crescimento de 11,89%, enquanto as atividades auxiliares do setor financeiro avançaram 29,8%.

Já a fabricação de produtos do fumo apresentou uma das maiores expansões, com crescimento de 112,7% na arrecadação.

Indicadores econômicos mostram atividade mais aquecida


De acordo com a Receita Federal, diversos indicadores contribuíram para o desempenho positivo da arrecadação em agosto.

Entre os principais, houve crescimento nas vendas de bens e serviços, na massa salarial e no valor em dólar das importações.

A produção industrial, por outro lado, foi o único dos principais indicadores citados pelo Fisco a apresentar retração, com queda de 1,07% em relação a agosto de 2025.

Arrecadação teve efeitos não recorrentes


A Receita Federal também destacou que o resultado de agosto foi influenciado positivamente por receitas consideradas não recorrentes.

Um dos principais fatores foi o incremento de R$ 1,944 bilhão no Imposto de Exportação incidente sobre óleo bruto, relacionado a alterações na legislação.

No acumulado do ano, o imposto de exportação relacionado à tributação de combustíveis já proporcionou R$ 9,926 bilhões aos cofres públicos.

IRPJ e CSLL também apresentam crescimento


Entre os tributos que contribuíram para o resultado de agosto estão o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Somados, os dois tributos arrecadaram aproximadamente R$ 34,1 bilhões no mês, com crescimento real de 13,09% em relação a agosto de 2025.

As receitas previdenciárias também apresentaram desempenho positivo. O montante arrecadado chegou a R$ 63 bilhões, alta de 4,3% na comparação anual.

Já a arrecadação com o Imposto de Importação cresceu aproximadamente 22,7%.

Resultado reforça crescimento da arrecadação em 2026


Os números divulgados pela Receita Federal mostram que a arrecadação federal mantém trajetória de crescimento em 2026. O desempenho de agosto foi favorecido pela atividade de diferentes setores, pela evolução de indicadores econômicos e por receitas extraordinárias.

Apesar do resultado recorde para o mês, a própria Receita Federal ressalta a influência de fatores não recorrentes, especialmente aqueles relacionados à tributação das exportações de óleo bruto.

Com R$ 2,112 trilhões arrecadados entre janeiro e agosto, o desempenho das receitas federais se consolida como um dos principais indicadores das contas públicas brasileiras ao longo de 2026.

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