17/09/2026

Dólar vira o jogo nesta quinta-feira (17), recua a R$ 5,13 após disparar a R$ 5,17 com anúncio do Bolsa Família

Moeda americana chegou a subir 0,5% durante o pregão após anúncio do reajuste do Bolsa Família, mas perdeu força ao longo do dia em meio ao cenário externo e às expectativas do mercado.

Imagem: Diário do Mercado
O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, em queda de 0,24%, cotado a R$ 5,13. A moeda norte-americana teve uma sessão volátil e chegou a avançar cerca de 0,5%, atingindo R$ 5,17 durante os negócios, após o anúncio do aumento do Bolsa Família pelo governo federal.

Ao longo do dia, entretanto, o dólar perdeu força e passou a operar em baixa, encerrando a sessão próximo das mínimas do pregão.

O comportamento da moeda foi acompanhado de perto pelos investidores em meio às discussões sobre o cenário fiscal brasileiro, às expectativas para a política monetária e ao ambiente eleitoral.

Cenário eleitoral entra no radar


Segundo análises de mercado, o cenário eleitoral também pode ter influenciado a movimentação do câmbio. Pesquisas recentes apontam uma disputa presidencial mais acirrada, aumentando a atenção dos investidores para os possíveis impactos das eleições sobre a política econômica e fiscal do país.

O mercado tem acompanhado especialmente as mudanças nas pesquisas e seus potenciais reflexos sobre as expectativas para juros, câmbio e ativos brasileiros.

Dólar também recua no exterior


No mercado internacional, a moeda norte-americana também perdeu valor durante a sessão. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis principais moedas, registrava queda de aproximadamente 0,1%.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi o comportamento dos Treasuries, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Os rendimentos dos papéis de longo prazo permaneceram elevados, influenciando as decisões de alocação dos investidores internacionais e, consequentemente, o mercado de câmbio.

Fed e Copom movimentam os mercados


As decisões recentes dos principais bancos centrais também permaneceram no centro das atenções.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) elevou os juros para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.

A diferença entre os juros brasileiros e norte-americanos continua sendo um dos elementos observados pelos investidores na avaliação dos fluxos de capital e da atratividade dos ativos denominados em reais.

Euro fecha a R$ 5,89


O euro encerrou o pregão desta quinta-feira cotado a R$ 5,89.

De acordo com os dados da Investing.com, as principais cotações cruzadas em relação ao real ficaram da seguinte forma:

Moeda Cotação em reais
Dólar (USD) R$ 5,1329
Euro (EUR) R$ 5,8900
Libra esterlina (GBP) R$ 6,8542
Iene japonês (JPY) R$ 3,29074 por 100 ienes
Franco suíço (CHF) R$ 6,2240
Dólar canadense (CAD) R$ 3,6690
Dólar australiano (AUD) R$ 3,6491

No mercado internacional, US$ 1 equivalia a aproximadamente € 0,8713, enquanto € 1 correspondia a cerca de US$ 1,1477.

Com o encerramento desta quinta-feira, o câmbio brasileiro terminou o dia refletindo uma combinação de fatores domésticos e internacionais, com o mercado atento aos efeitos das decisões de juros, ao cenário fiscal e às movimentações do ambiente eleitoral.

Postar um comentário

Whatsapp Button works on Mobile Device only