Mercado reagiu ao reajuste do Bolsa Família, ao novo cenário de juros no Brasil e às pesquisas eleitorais; Vale avançou cerca de 2% e ajudou a sustentar o índice.
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| Imagem criada pelo Diário do Mercado com IA |
O movimento inicial de pressão esteve relacionado principalmente ao anúncio do reajuste de 15% do Bolsa Família, que elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. A medida trouxe novamente para o radar dos investidores as discussões sobre o quadro fiscal brasileiro e seus possíveis impactos sobre as contas públicas. Segundo informações divulgadas durante o dia, o reajuste representa impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
Ao longo do pregão, porém, o ambiente externo mais favorável contribuiu para a recuperação dos ativos brasileiros. Nos Estados Unidos, as bolsas avançaram, enquanto a queda dos preços do petróleo e o comportamento dos rendimentos dos Treasuries ajudaram a melhorar o apetite por risco.
Vale ajuda a sustentar o Ibovespa
Entre os principais destaques positivos da sessão esteve a Vale (VALE3), que avançou aproximadamente 2%, contribuindo para limitar as perdas e posteriormente ajudar na recuperação do índice.
No setor bancário, o desempenho foi mais próximo da estabilidade. As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) recuaram cerca de 0,3%, enquanto as units do BTG Pactual (BPAC11) registraram alta de aproximadamente 0,5%.
A Petrobras (PETR4) terminou o dia praticamente estável, com baixa de 0,08%. O desempenho da companhia ocorreu em um cenário de recuo das cotações internacionais do petróleo.
Selic cai para 13,75% ao ano
Os investidores também continuaram repercutindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) anunciada na quarta-feira (16).
A taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14% para 13,75% ao ano. O comunicado do Banco Central deixou em aberto os próximos passos da política monetária, mantendo os investidores atentos aos próximos indicadores de inflação e atividade econômica.
A decisão ocorreu em um ambiente de atenção aos juros brasileiros e também ao comportamento da política monetária dos Estados Unidos.
Eleições permanecem no radar dos investidores
O cenário eleitoral também esteve entre os fatores acompanhados pelo mercado nesta quinta-feira.
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quinta, mostrou 47,2% para Flávio Bolsonaro e 46,8% para Lula em uma simulação de segundo turno. A diferença de 0,4 ponto percentual permanece dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.
O levantamento foi acompanhado pelos investidores em meio à proximidade das eleições presidenciais e às discussões sobre política econômica e fiscal.
Maiores altas do dia
Entre as ações listadas nos dados fornecidos para o pregão, os maiores avanços foram:
- Textil Renauxview SA Pfd (TXRX4): +20,90%
- Arandu Investimentos S.A. (ARND3): +18,37%
Maiores quedas
Entre as maiores quedas informadas:
- Equatorial Pará Distribuidora de Energia SA Pfd (EQPA5): -18,20%
- Recrusul SA (RCSL3F): -17,54%
Os números individuais podem variar conforme a fonte e o universo de ações considerado. No fechamento geral do Ibovespa, dados de mercado também apontaram quedas expressivas em algumas empresas, como CMIN3 e CURY3.
Volume negociado
O volume total negociado na B3, conforme os dados apresentados, foi de R$ 26,82 bilhões, distribuídos em aproximadamente 3,47 milhões de negócios.
Com a alta de 0,24% nesta quinta-feira, o Ibovespa encerrou o dia próximo dos 186 mil pontos, após uma sessão em que preocupações fiscais provocadas pelo reajuste do Bolsa Família chegaram a pressionar fortemente os ativos brasileiros, mas foram parcialmente compensadas pela melhora do ambiente internacional e pelo desempenho de ações importantes, especialmente a Vale.
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