16/09/2026

Ibovespa cai 0,59% nesta quarta (16) após alta de juros do Fed; cautela externa pressiona Bolsa e dólar fecha a R$ 5,15

Bolsa brasileira encerrou o pregão aos 185.394 pontos, enquanto dólar fechou a R$ 5,15; decisão do Federal Reserve aumentou a cautela nos mercados globais

Imagem: Diário do Mercado 
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão desta quarta-feira (16) aos 185.394 pontos, com queda de 0,59%, em uma sessão marcada pela repercussão da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, de elevar a taxa básica de juros norte-americana.

A pressão sobre a Bolsa brasileira ganhou força ao longo da tarde, cerca de uma hora após a confirmação do aumento dos juros nos Estados Unidos. Por volta das 16h, o Ibovespa chegou a recuar 0,79%, aos 185.030 pontos, refletindo a maior cautela dos investidores diante do novo cenário da política monetária norte-americana.

O movimento também acompanhou a piora do humor nas bolsas de Nova York. O Dow Jones fechou em queda de 1,00%, aos 51.564 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,30%, aos 7.561 pontos.

Fed eleva juros em 0,25 ponto percentual

O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, estabelecendo o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano.

Segundo as informações divulgadas na decisão, o aumento foi aprovado por unanimidade pelos 12 integrantes do comitê. A autoridade monetária destacou que, apesar das tensões geopolíticas, o consumo das famílias permanece aquecido, enquanto os ganhos de produtividade e os investimentos corporativos seguem apresentando ritmo considerado sólido.

O Fed também reforçou seu compromisso com a estabilidade dos preços e afirmou que o ajuste busca contribuir para o retorno da inflação à meta de 2%.

A elevação dos juros americanos tende a ser acompanhada de perto pelos mercados internacionais porque altera as condições de liquidez e de remuneração dos investimentos em dólar, influenciando também ativos de mercados emergentes, como o Brasil.

Dólar termina estável

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou praticamente estável, cotado a R$ 5,15.

Durante a manhã, a moeda chegou a apresentar queda. Por volta das 10h05, o dólar à vista recuava 0,55%, negociado a aproximadamente R$ 5,07, em um movimento de ajuste e alívio momentâneo nos mercados globais.

Ao longo do dia, porém, a reação à decisão do Fed contribuiu para reduzir o movimento de baixa da moeda norte-americana.

O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar frente a uma cesta de importantes moedas internacionais, encerrou o dia aos 100,26 pontos.

Euro fecha a R$ 5,91

O euro encerrou o pregão desta quarta-feira cotado a R$ 5,91.

Entre as principais cotações cruzadas, o dólar foi negociado a R$ 5,1541, enquanto a libra esterlina ficou em R$ 6,8960, o franco suíço em R$ 6,2406, o dólar canadense em R$ 3,6836 e o dólar australiano em R$ 3,6538.

Maiores altas e quedas da B3

Entre as ações que mais subiram no pregão, destaque para a Recrusul (RCSL3F), que avançou 42,50%, seguida pela Hercules (HETA4), com alta de 24,51%.

Na ponta negativa, a Braskem (BRKM5) registrou queda de 15,86%, enquanto a BRKM5F recuou 15,36%.

O volume financeiro total negociado na B3 alcançou R$ 29,40 bilhões, distribuído em aproximadamente 3,77 milhões de negócios.

Cenário internacional segue no radar

A sessão desta quarta-feira foi marcada pela atenção dos investidores à política monetária dos Estados Unidos. A elevação dos juros pelo Fed trouxe nova referência para os mercados globais e contribuiu para uma postura mais cautelosa durante a tarde.

No Brasil, além da reação ao cenário externo, investidores seguem acompanhando a trajetória dos juros domésticos, o comportamento do câmbio, a inflação e os próximos indicadores econômicos que podem influenciar as decisões de política monetária.

Os dados de mercado e as cotações apresentados nesta matéria têm como fonte a Investing.com.

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