Federal Reserve elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%, em decisão unânime nesta quarta-feira (16); inflação continua acima da meta de 2%.
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| Banco Central EUA | Foto: Getty Images |
A elevação representa a primeira alta dos juros pelo Fed desde julho de 2023 e ocorre em um momento de preocupação com a inflação americana, que permanece acima da meta oficial de 2%.
Fed sinaliza possibilidade de nova alta
Além da decisão desta quarta-feira, as novas projeções econômicas do FOMC indicam que os dirigentes do Fed ainda consideram possível um novo aumento dos juros antes do fim de 2026.
A mediana das projeções aponta para uma taxa de 4,1% no final de 2026, acima do atual intervalo de 3,75% a 4%. Para 2027, a mediana permanece em 4,1%, enquanto para 2028 cai para 3,9%.
O cenário divulgado pelo banco central também prevê inflação medida pelo PCE de 3,7% em 2026, recuando para 2,3% em 2027 e 2,1% em 2028. A meta de 2% só aparece novamente nas projeções para 2029.
Atividade econômica continua resistente
No comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica dos Estados Unidos segue crescendo em ritmo sólido. O banco central também destacou a resistência dos gastos domésticos, o crescimento da produtividade e os investimentos elevados.
O mercado de trabalho também foi considerado relativamente estável, com os ganhos de empregos acompanhando o crescimento da força de trabalho e pouca alteração na taxa de desemprego.
Impacto nos mercados
A decisão aumenta a atenção dos investidores sobre dólar, Treasuries, bolsa americana, ouro e ativos de risco, já que juros mais elevados nos Estados Unidos tendem a aumentar a atratividade relativa dos títulos americanos e podem elevar o custo global do dinheiro.
Após a decisão, o dólar ganhou força e os juros dos títulos de curto prazo dos EUA avançaram, enquanto os mercados passaram a avaliar a possibilidade de novas altas ao longo dos próximos meses.
Para o Brasil, a decisão também é relevante. Um ambiente de juros americanos mais elevados pode influenciar o fluxo de capital para mercados emergentes, o câmbio e as condições financeiras brasileiras, fatores acompanhados de perto pelo mercado doméstico.
A decisão ocorre no mesmo dia em que o Banco Central do Brasil reduziu a Selic para 13,75% ao ano, criando um cenário de diferencial de juros ainda elevado entre Brasil e Estados Unidos.
Em resumo: o Fed não apenas elevou os juros nesta Super Quarta, como deixou claro que a inflação continua sendo uma preocupação e que uma nova alta ainda em 2026 permanece no radar.
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