24/09/2026

Ibovespa cai 0,84% e fecha aos 184.254 pontos; dólar sobe a R$ 5,19 nesta quinta-feira (24)

Mercado brasileiro foi pressionado pela alta dos juros futuros e pelo ambiente externo, enquanto petróleo em alta ajudou a limitar as perdas da Bolsa

Imagem criada pelo Diário do Mercado com IA
O mercado financeiro brasileiro encerrou a sessão desta quinta-feira (24) em um ambiente de maior cautela. O Ibovespa caiu 0,84%, aos 184.254 pontos, pressionado principalmente pela alta dos juros futuros, enquanto o dólar comercial avançou 0,47%, encerrando o dia cotado a R$ 5,19.

Na Bolsa, o movimento de baixa ganhou força no fim da manhã. Por volta das 13h, o principal índice da B3 recuava 0,6%, aos 184.707 pontos. O avanço das taxas de juros futuros aumentou a pressão sobre empresas mais sensíveis ao custo do dinheiro, especialmente companhias voltadas ao mercado doméstico.

Entre as ações acompanhadas durante o pregão, Lojas Renner (LREN3) recuava 1,5%. Já Cogna (COGN3) apresentava alta de 4,8%. A Yduqs (YDUQ3) também operava levemente no campo positivo, com avanço de 0,64%, após anunciar uma fusão com a Afya.

O setor bancário esteve entre os principais pesos negativos do índice. Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,58%, Bradesco (BBDC4) recuou 1,39% e Itaú (ITUB4) perdeu 0,83%.

Na direção contrária, as empresas do setor de petróleo ajudaram a limitar a queda do Ibovespa, acompanhando a valorização da commodity no mercado internacional. Petrobras (PETR4) avançou 0,77%, enquanto Prio (PRIO3) subiu 0,87%.

Maiores altas e quedas


Entre os papéis que registraram as maiores altas no Ibovespa, Sequoia Logística e Transportes (SEQL3) ganhou 33,33%, enquanto Paranapanema (PMAM3) avançou 20,59%.

Na ponta negativa, Braskem (BRKM6F) recuou 26,20% e Braskem (BRKM6) caiu 20,00%.

O volume financeiro negociado na B3 somou aproximadamente R$ 26,28 bilhões, distribuídos em 3.204.321 negócios.

Dólar sobe com pressão dos juros americanos


No mercado cambial, o dólar comercial terminou o pregão em alta de 0,47%, a R$ 5,19. O movimento ocorreu em meio à preocupação dos investidores com o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

O rendimento dos Treasuries de 30 anos chegou a 5,4%, segundo os dados divulgados pelo Brasil 61, atingindo o maior nível desde julho de 2004. A elevação das taxas está relacionada, entre outros fatores, às preocupações com o impacto da alta do petróleo sobre a inflação global e sobre a trajetória dos juros americanos.

O cenário aumenta a atenção dos investidores para a política monetária do Federal Reserve, já que juros americanos elevados podem alterar a atratividade relativa entre ativos de renda fixa e investimentos de maior risco em diferentes mercados.

O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, encerrou a sessão aos 101,17 pontos. Já o euro fechou cotado a R$ 5,91.

Cenário para os próximos pregões


Para os investidores, a sessão reforça a importância do comportamento dos juros futuros, dos Treasuries americanos e do petróleo sobre os ativos brasileiros. A combinação de taxas de juros elevadas no exterior e pressão sobre os juros domésticos tende a manter o mercado atento à abertura dos próximos pregões.

No Ibovespa, bancos e empresas ligadas à economia doméstica ficaram entre os principais pontos de pressão nesta quinta-feira, enquanto as ações de petróleo funcionaram como fator de sustentação parcial. No câmbio, a alta do dólar refletiu o ambiente internacional mais cauteloso e a elevação dos rendimentos dos títulos americanos.

Fonte: Brasil 61/Investing.com.

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